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Palavras são apenas palavras. Mas estas podem dizer muito sobre quem as escreve. Brevemente declaro algumas para que sejam mergulhadas em outras bocas, outros olhares.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Singularidade

Nem tudo que se vê
É o que se realmente é.
Aquele sorriso bobo
Com um olhar meigo
Esconde a beleza
Do proprio ser.
Um dia, uma noite
Uma semana, duas.
Nao são capazes
De lhe mostrar
O que escondo por traz do olhar.
A singularidade dos gestos
Não qualificam os sentimentos.
A plenitude do ser
Não pode ser vista, nem sentida
Com um olhar
Ou o selar de um beijo.
Sou tudo e nada
Do que se vê.
Me tocar não é
O mesmo que decifrar-me.
Escondo segredos
Que seus olhos nunca
Seriam capaz de desvendar.
Não sou, nem fui
Aquilo que se teve nas mãos
Nao se pode conhçer
O que não lhe é ofertado.
Desejar, imaginar
Tudo não passa do intocável.
Descrita como imatura
Julgam conhcer-me,
Mas pouco se sabe realmente.
O mistério desse olhar
Esconde uma menina
Singela e esperançosa.
Uma mulher
Tentando descobrir seus anseios
Superar seus medos.
Vivendo intensamente
Cada batida do coração
Conhecer-lhe como?
Se não consegue obter
Nem a pureza de seus sentimentos.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Relativa felicidade

Depois de uma dia nada agradável
Poderia-se dizer que seria só mais um dia
Como os outros.
Mas derrepente
Brota um sorriso bobo
Cheio de esperança e bons presagios
Em um rosto cansado como o meu
Surgiu do nada, sem justificativa
E teima em ficar.
Aquele sorriso que me faz viajar pro nada
Como se estivesse flutuando
Que se delicia com a simples visão
Da agua escorrendo por entre os dedos
Como se fosse pura magia
Que vê no toque da pele
A maior beleza ja lhe ofertada
Projetando-lhe lágrima nos cantos dos olhos
Assim que percebe a beleza de tais gestos
Que lhe mostraram novamente
O caminho das palavras antes perdidas.
Uma felicidade repentina
Sem lógica
Somente um sorriso bobo
Que lhe dá paz.